Política Educativa

A política educativa e a representação nacional e internacional são dos pilares essenciais da ANEMD. Enquanto representante dos estudantes de Medicina Dentária a nível nacional, a ANEMD deve promover uma ação séria, participativa, responsável e sólida em todos os meios e fóruns na luta pelo ensino Médico-Dentário e da profissão. Será nossa missão a contínua promoção da discussão das políticas de formação, a empregabilidade, a adequação das capacidades formativas das Escolas Médico-Dentárias e o planeamento da formação em saúde, procurando produzir trabalho próprio de forma a alertar as entidades competentes para as problemáticas apontadas pelos estudantes. A reforma do plano curricular continuará a ser trabalhada no sentido de melhor capacitar os estudantes do Mestrado Integrado em Medicina Dentária no final do seu curso e, ainda, de promover um renovado ambiente académico e de excelência nas Escolas Médico-Dentárias. A possibilidade de estágios aos estudantes será também discutida com o intuito de aproximar os estudantes ao mercado de trabalho.
A intercolaboração e o conceito de One Health são o futuro da Saúde e passa também pelas Associações de Estudantes a sua promoção. Nesse sentido, a ANEMD estará presente com maior afinco e motivação no Fórum Nacional de Estudantes de Saúde (FNES) onde é promovida e incentivada a intercolaboração entre estudantes das várias áreas relacionadas com a Saúde. O Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA) deverá continuar a ser uma forte preocupação por parte da ANEMD, defendendo o foco na saúde sem que descurem as restantes temáticas, como por exemplo, a desigualdade de acesso ao Ensino Superior vivida pelos estudantes de Medicina Dentária ou Arquitetura, em que lhes são impingidos custos avultados em material essencial à conclusão do curso, sem que estes sejam públicos e de conhecimento por parte dos candidatos aos cursos. A aproximação às Associações Internacionais é uma responsabilidade de qualquer país pelo que a ANEMD promoverá diversas discussões e participará na elaboração do Policy Paper da EDSA sobre a Regulação dos mínimos de prática clínica nas faculdades europeias.

O Conselho das Escolas Médico-Dentárias não ficará esquecido, onde a Federação deverá ter a responsabilidade da aproximação efetiva entre as instituições de Ensino Superior Médico-Dentário. A comunicação é essencial para o futuro da Medicina Dentária e a ANEMD deverá ter um papel chave na motivação para a mesma. Começam, agora, algumas escolas Médico-Dentárias a discutir uma reforma do plano de estudos com vista ao acréscimo de mais um ano no plano curricular. Esta e outras temáticas não devem ser alvo de uma discussão a nível interno, devem sim ser discutidas entre todas as instituições de ensino de Medicina Dentária. O Conselho das Escolas Médico-Dentárias (CEMD) exercerá a sua atividade de forma independente de qualquer organização externa, órgãos governamentais ou outras entidades com interesses económicos. Propõe-se, por isso, a ANEMD a impulsionar a criação de um Conselho de Escolas Médico-Dentárias para que assuntos relativos ao ensino da Medicina Dentária possam ser discutidos entre todas as instituições de ensino do país. A integração no Conselho Nacional da Juventude continuará a ser uma ambição, uma vez que a Federação terá uma maior equipa que permitirá uma maior flexibilidade. O Conselho Nacional de Juventude (CNJ), parceiro do Estado em termos de políticas da juventude, é a voz das Organizações dos jovens a nível nacional nos mais variados domínios. Como plataforma de comunicação e partilha entre um vasto leque de entidades juvenis, desde Associações relacionadas com a Saúde até Juventudes Partidárias, o CNJ será para a ANEMD uma oportunidade de expansão da sua influência, ideologias e Tomadas de Posição.

  • Promoção da discussão das políticas de formação, a empregabilidade, a adequação das capacidades formativas das Escolas Médico-Dentárias e o planeamento da formação em saúde, procurando produzir trabalho próprio de forma a alertar as entidades competentes;
  • Divulgar e apresentar a proposta da ANEMD quanto à reforma do plano curricular;
  • Potenciar a presença no FNES, assim como, a intercolaboração com as restantes Associações e Federações da área da saúde;
  • Marcar uma presença ativa e interventiva em ENDA, com especial foco nos temas da saúde, sem serem descurados todas as restantes temáticas relevantes;
  • Continuar a defesa pela igualdade de acesso ao Ensino Superior no curso de Mestrado Integrado em Medicina Dentária;
  • Realizar uma maior aproximação às Associações Internacionais, como por exemplo, em participar na elaboração do Policy Paper da EDSA sobre a Regulação dos mínimos de prática clínica nas faculdades europeias;
  • Integrar o Conselho Nacional da Juventude, iniciando uma postura ativa e séria.